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Rabat - Uma capital elegante e discreta

Requintada e discreta, a capital do reino de Marrocos é uma escala prestigiada que alia calma, discrição, elegância e arte de viver

Após ter sido classificada Património Mundial da UNESCO em julho de 2012, a cidade de Rabat foi, recentemente, premiada com o segundo lugar dos destinos Top Travel Destinations para 2013 pela CNN.

Localizada na costa atlântica, a noroeste do país, Rabat, capital moderna e cidade histórica, resulta de um “fértil intercâmbio entre a tradição árabo-muçulmana e o modernismo ocidental”. A cidade, classificada Património da Humanidade, compreende “a cidade nova”, concebida e construída num estilo arquitetónico art déco”, e também algumas zonas mais antigas do casco urbano que remontam, em alguns casos, ao século XII.

A “cidade nova” representa um do maiores e mais ambiciosos projetos urbanos em África no século XX e, provavelmente, um dos mais completos.

Inclui o Palácio Real, conjuntos arquitetónicos administrativos, comerciais e residenciais, assim como o Jardin d’Essais (simultaneamente, Parque e Jardim Botânico).

Palácio Real Rabat

Um novo elétrico liga agora a capital a Salé – a sua cidade irmã –, enquanto o novo terminal de aeroporto tornou muito mais acessível esta cidade de 1,7 milhões de habitantes.

A zona histórica protege a mesquita Hassan II (cuja construção começou em 1184), a pitoresca medina com vista para o Atlântico, bem como as muralhas medievais e suas portas – únicos vestígios que subsistem de um grande projeto de cidade capital do califa almóada. Encontram-se ainda vestígios romanos (Chellah) mouriscos
e andaluzes.

Chellah

estuário Oued Bou Regreg

Modernidade turística

Aproveitando-se da sua localização no estuário do Oued (rio) Bou Regreg, uma nova estação turística que serve as duas cidades irmãs (Rabat e Salé) está a ser edificada, atualmente, nas margens do rio. O projeto tem como diretriz a preservação do ambiente, inscrevendo-se na linha do desenvolvimento sustentável a nível mundial.

Na faixa costeira a norte e a sul de Rabat encontram-se das mais belas praias de Marrocos, muito apetecíveis no verão e verdadeiros refúgios de paz no inverno.

Considerada “Cidade Verde“ em 2010, Rabat dispõe, atualmente, de 230 hectares de espaços verdes, para além dos 1063 hectares de floresta que rodeiam a cidade (floresta de Maamora).
Um quanto negligenciada pelos viajantes, mais seduzidos pelos sons inebriantes e exotismo de Marraquexe ou pelo charme da praia de Essaouira, a discreta capital de Marrocos é, agora, uma elegante cidade e um destino incontornável.

praias de Rabat

Porquê ir

Oudaias souk em Rabat loja no souk em Rabat
  • Património histórico e arquitetónico, está na lista de Património da Humanidade.
  • Destino, simultaneamente, cultural e balnear.
  • Destino de negócios.
  • Clima temperado todo o ano.

A não perder!

porta nas ruas de Rabat
  • Mercado das especiarias e souks tradicionais na medina.
  • Para os madrugadores, assistir ao içar da bandeira (07h00 da manhã) em frente ao mausoléu Mo Hammed V.
  • Visite a Necrópole de Chellah na primavera. Com o florescimento, o local torna-se feérico, com uma belíssima vista sobre o vale de Bou Regreg.
  • Após visita às ruelas de Oudaias e ao seu jardim andaluz, visite as pequenas galerias de arte e beba um chá de menta no Café Maure, que oferece uma bela panorâmica sobre a embocadura de Bou Regreg.
Kasbah Oudaias

Onde ir

Kasbah dos Oudaias
Cidadela medieval edificada pelos soldados árabes (Oudaias) para vigiar os corsários da vizinha Salé. Cidade dentro da cidade, cheia de charme e encanto, com ruelas calmas e floridas, a suavidade do ar marinho e o perfume dos jardins andaluzes Tour Hassan, construída pelo almóada Yacoub.

ruas de medina Rabat

A medina, datada do século XVII, destinada a acolher os refugiados de Andaluzia, como testemunha a sua imponente muralha dos Andaluzes.

Dentro das muralhas, descubra o Mellah (bairro judeu), os souks cobertos e o mercado das especiarias.

Nas ruas da medina não deixe de saborear os deliciosos doces, como um nougat de amêndoas. Os marroquinos adoram conversar, são muito simpáticos, mas não gostam muito de ser fotografados. E não se esqueça de negociar. Nos inúmeros e variados mercados de rua, o vendedor vai propor-lhe um preço mais alto exatamente para que discuta com ele. E quanto mais regatear, mais ele vai gostar.

Mausoleu Mohamed V

El-Mansour
Por volta de 1200, este minarete deveria fazer parte da mais vasta mesquita do mundo árabe. Ainda que inacabada, ergue-se, ainda hoje, por entre 200 colunas sobre uma vasta esplanada que domina o mar.

Mausoléu Mohamed V
A sua arquitetura ilustra o requinte da arte tradicional marroquina, ruínas da necrópole de Chellah. Construída sobre
os vestígios de uma cidade antiga, a necrópole impressiona pelas suas muralhas e jardim de bananeiras, hibiscos, palmeiras, figueiras,
jasmim e tamareiras.

Necrópole de Chellah
Alguns turistas até a batizaram como o monumento mais romântico de Marrocos. Construída nas ruínas da antiga cidade romana de Sala Colonia, abrigava os túmulos da dinastia do sultão Merínida até que os sucessores passaram a ser enterrados em Fez. Um terramoto em 1755 danificou os túmulos. Hoje, é possível passear entre as ruínas romanas, ver os restos de uma antiga mesquita e da sua escola. À tarde é possível ver as cegonhas a fazer os ninhos em cima das antigas colunas.

Festival Mawazine & Ritmos do Mundo Torre Hassan ninhos nas torres de Chellah

Festival Mawazine & Ritmos do Mundo (maio)
Por este festival já passaram estrelas mundiais (Shakira, Sting, Stevie Wonder, Elton John, BB King, Santana) com uma mescla da música mais avant garde e música tradicional de vários países.

Torre Hassan
No século XII, o sultão Yacoub El Mansour queria construir ali a maior mesquita do Mundo, mas os trabalhos pararam em 1199, quando ele morreu. A torre era para ter 80 metros, mas ficou com 44. O lugar foi escolhido para abrigar o túmulo de Mohammed V (rei do Marrocos), uma obra-prima da
arte marroquina.

Guia do Viajante

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Rabat

onde dormir

Sofitel Rabat Jardin des Roses

Riad Kalaa

Riad Dar El Kebira

Villa Mandarine

Dar Zouhour

Villa Mandarine

Hotel la Tour Hassan

Le Soundouss Hotel

Le Pietri Urban Hotel

Le Diwan Rabat

Belere Rabat

Mercure Rabat Sheherazade

Rive Hotel

onde comer

A gastronomia é simplesmente fantástica. Por todos os cantos, há uma espécie de loja de conveniência chamada magasin, onde se preparam sanduíches na hora, com tomate, molhos de especiarias, cenoura, mortadela, azeitona, atum, sardinha e até arroz, ovos cozidos, beringelas, batatas fritas e sardinhas fritas. Outras delícias de Rabat são o tajine, um cozido feito com carnes ou peixes, ou frango, vegetais aromáticos e molho, marinado lentamente numa panela de barro. E, é claro, o cuscuz marroquino, uma massa à base de semolina, que deve ser hidratada e é servida com carne e legumes.

Cosmopolitan Restaurant

La Koutoubia

Picolo’s

Yamal Asham

Al Marsa

Dar Naji

Tajine wa Tanjia

Le P’tit Beur (dar Tagine)

Riad Kalaa

Gusti e Sapori

Ty Potes

Le Bistrot du Pietri

excursões e atividades

Salé, separada de Rabat pelo Oued Bou Regreg, a cidade de corsários, foi próspera no século XVII. É aconselhável uma visita à medina branca e à madraça junto da grande mesquita.

Golf Royal de Dar Es Salam (45 buracos) é o percurso de golfe mais prestigiado do país, onde decorrem competições internacionais de alto nível. Refúgio de paz no meio de uma floresta de carvalhos centenários.

Aldeia dos oleiros de Oulja (Salé) é uma passagem obrigatória para os que querem comprar cerâmica, cestos, móveis em ferro forjado... diretamente aos artesãos.

informações

Moeda
Dirham

Idioma
Nas cidades fala-se, geralmente, árabe e francês. No interior e nas pequenas aldeias, o berbere é a língua mais falada, embora se encontre muita gente a falar francês.

Documentos
Passaporte com validade mínima de três meses, não sendo necessário visto.

Fuso horário
No verão: - 1 hora que Portugal Continental
No inverno: A mesma hora

clima

Mediterrânico.

 

Texto: Virgínia Esteves (virginia.esteves@impala.pt) | Fotos: Arquivo Impala, Wiki Commons e Flickr
edição 11 a próxima viagem