O dia que conheci o santuário do futebol, no Rio de Janeiro

O dia que conheci o santuário do futebol, no Rio de Janeiro

O dia que conheci o santuário do futebol, no Rio de Janeiro

Visitar este estádio para um inveterado adepto de futebol é como um católico ir ao Vaticano, ou um judeu ao Muro das Lamentações. As expectativas eram altas.

Esperava-me um baptismo de voo exigente (mais de 9 horas). Tudo por uma paixão. Tudo pelo amor ao futebol. Para além disso, esperava – com muita ansiedade – conhecer uma cidade especial, a «cidade maravilhosa», uma cidade que diz tanto ao povo luso.

Foi mais de um mês em terras de Vera Cruz. Um mês num paraíso terrestre, sujo por uma criminalidade sem fim. Mas bonito, muito bonito. Fiquei extremamente impressionando pela «pegada» portuguesa numa das cidades mais importantes da América do Sul – a calçada portuguesa fica tão bonita com a praia de Copacabana como pano de fundo.

Mas o que mexeu mesmo comigo foi a visita ao santuário. 27 de julho de 2014 foi o dia, em plena ressaca do Mundial de 2014 no país do Carnaval (de má memória para os portugueses). A final da competição tinha acontecido dias antes, a 13 de julho. Agora o Maracanã preparava-se para receber um dos derbies da cidade. Frente a frente, Botafogo, o clube da elite, e o Flamengo, o «time» do povo.

O resultado sorriu à equipa que veste de vermelho (para minha tristeza, que defendia, por influência familiar, o Botafogo). O herói improvável foi um tal de Alecsandro. Antigo jogador do Sporting – que não deixou saudades em Alvalade – cunhado do nosso mágico Deco. Com um golo caído do céu, o avançado fez as delícias dos muitos adeptos do Flamengo presentes no «maraca».

Mas o resultado era o que interessava menos. A atmosfera ali era inexplicável. O futebol ali respira. A qualidade no relvado não foi nem de perto, nem de longe, das mais apelativas, mas nas bancadas foi de classe mundial. Com cânticos para todos os gostos, os adeptos foram puxando pela equipa do coração. Um autêntico hino ao futebol.

Guardarei para sempre esta experiência. Obrigado, Brasil. Obrigado, Rio.

Textos: Hugo Mesquita


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