7 dicas para preparar três semanas na Tailândia com uma pré-adolescente

7 dicas para preparar três semanas na Tailândia com uma pré-adolescente

7 dicas para preparar três semanas na Tailândia com uma pré-adolescente

É a primeira vez que vamos fazer uma viagem longa com a Inês! Embora tenha 12 anos e seja aventureira, é mais complicado para ela adaptar-se e tolerar todas a divergências que se avizinham do que para nós, quanto mais não seja, porque é tudo desconhecido.

Por isso já fomos pensando em algumas coisas que poderão ajudá-la a preparar-se para uma das melhores experiências que vai ter (espero eu). Com a vantagem de já termos viajado para a Ásia (os dois) e embora agora o destino seja outro país, há alguns fatores importantes e fáceis de serem abordados.

Lembrei-me de sete. Vamos lá!

1 – Dedicar algum tempo a conversar sobre a viagem

Como o entusiasmo é geral, as conversas sobre o nosso próximo destino são constantes, principalmente às refeições ou à noite, que é quando passamos mais tempo em família. A Inês é bastante curiosa e isso facilita-nos a vida. Pergunta onde vamos, o que vamos ver e pede para ver fotografias. Claro que a realidade é diferente do que se encontra pela internet, mas é uma mais valia poder ter um contacto prévio com o que a espera, ainda que virtualmente.

2 – Comprar o que faz falta e marcar “lembretes”

Tentamos planear as viagens o melhor que sabemos para evitar o que acaba quase sempre por acontecer: «Oh não, esqueci-me disto e daquilo», e quando isso se verifica fazemos tudo para contornar a situação. No entanto, como desta vez será diferente, fizemos uma “lista” de algumas coisas que não podem faltar e outras que precisamos de comprar:

– Fazer passaporte;
– Marcar consulta médica;
– Comprar medicamentos (SOS);
– Comprar uma mochila (mais pequena);
– Levar protetor e repelente

Até lá ainda posso acrescentar alguns!

3 – Preparar para o Jet Lag e duração da viagem

12 horas num avião? – Pergunta ela. Se a alguns adultos faz confusão é legítimo que a uma pré-adolescente faça ainda mais, mas com a vantagem da curiosidade e excitação que ela demonstra e que é natural da idade. Falamos sobre as comidas diferentes que servem no avião, sobre termos jogos e filmes à disposição e ainda cobertores e almofadas! Explicamos que temos escalas que nos permitem conhecer outros países e que além disso é importante circular no avião (andar a pé) e porquê!

A Inês acha engraçado irmos para um sítio onde a diferença horária é de oito horas. Recordo-me de quando fui a Bali conversar com ela pelo messenger. Achou estranho mas engraçado serem 21h em Portugal e cinco horas da manhã na Indonésia. Andar tanto tempo e tantas vezes de avião pode ser divertido, mas tenho a certeza que não vamos conseguir evitar a pergunta: «Quanto tempo falta?»

4 – Decidir a estadia

Os planos não são diferentes dos que fizemos quando fomos sozinhos. Como pretendemos conhecer o máximo que conseguirmos, planeámos entre duas a três noites em cada sítio, tendo sempre em atenção a necessidade casa de banho privada e quartos com camas só para nós. O hostel é a melhor opção para o tipo de viagem que queremos, mas beliches e muitas camas num quarto com casa de banho partilhada, na Tailândia e com a Inês… não obrigada!

5 – Relembrar as experiências diárias

Durante a estadia é fundamental conversarmos sobre as experiências que vamos tendo e como costumo fazer um «diário de bordo», desta vez a intenção é que a Inês participe nos registos fazendo com que recorde o melhor e o pior. Quem sabe um dia mais tarde não faça ela os seus registos pessoais, de viagem ou de qualquer outra coisa? Ao registar os acontecimentos e experiências significativas estamos a ajudar a fortalecer a memória e a fomentar o gosto por coisas novas e ricas em cultura.

6 – Ter tempo para refeições e pequenos lanches

Nós desenrascamo-nos com qualquer coisa, mas desta vez vamos ter cuidado redobrado. Por isso, convém andarmos sempre com alguma coisa para petiscar, que nos dê energia e combata as consequências do calor, além de ser a resposta imediata para o «tenho fome», como acontece aqui em casa muitas vezes. Embora os hábitos sejam diferentes, tal como a comida e a sua confeção, vamos tentar fazer as refeições que consideramos necessárias, incluindo a comida de rua, e tudo a que temos direito!

7 – Dormir bem e beber muita água

Pelos menos nos primeiros dias e com os sonos trocados, devemos tentar descansar e dormir bem é o primeiro passo para que as energias sejam repostas do cansaço acumulado. A Inês por si só, já diz que está cansada com alguma facilidade, por isso será sem dúvida um desafio! As condições meteorológicas vão obrigar-nos a dormir menos, ainda assim é importante beber água (engarrafada) e mantê-la por perto, tanto durante o dia como quando descansamos.

A acrescentar a tudo isto, há o amor, a paciência e a boa disposição, imprescindíveis com ou sem pré-adolescentes. E estou certa de que será uma experiência única ajudar a Inês a colorir o mapa!

Por aí com amor e contigo…e com uma pré-adolescente!

Texto: Teresa Martins


(Se quer partilhar a sua história envie email para aproximaviagem@worldimpalanet.com)

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